Polegarzinha

Polegarzinha

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authorGiggle Academy

Um conto de fadas clássico recontado, esta história segue as aventuras da pequena Polegarzinha, que, após ser levada de sua casa de flor por um sapo, deve navegar por um mundo de ratos gentis, toupeiras rabugentas e, eventualmente, encontrar liberdade e amizade com uma andorinha agradecida.

age4 - 8 anos
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Detalhes

Certa manhã, uma flor mágica se abriu em um quarto aquecido pelo sol. Dentro dela, sentada em um berço de pétalas, estava uma garotinha minúscula, não maior que um polegar. A menina sorriu para o mundo e sussurrou seu nome: “Thumbelina.”

Thumbelina vivia entre as flores, cantando para as abelhas e navegando em barcos de tulipa. Mas uma noite, um Sapo úmido rastejou para dentro do quarto. “Você vai se casar com meu filho”, coaxou o Sapo, tirando Thumbelina de sua cama.

Ao amanhecer, Thumbelina acordou em uma folha de lírio no rio, tremendo. “Não quero viver em um lago lamacento”, murmurou Thumbelina. A corrente puxou a folha de lírio, levando-a para longe de casa.

Peixes nadando abaixo viram as lágrimas de Thumbelina. “Ela não pertence aos sapos”, disse um peixe. Eles mordiscaram o caule até que a folha de lírio se soltasse.

O rio levou Thumbelina por juncos mais altos que árvores. Pássaros cantavam no alto e libélulas brilhavam como faíscas. Finalmente, a corrente a colocou suavemente em uma ampla margem verde.

Thumbelina fez para si uma cama de folhas e procurou por frutas e gotas de orvalho. Mas o verão passou rapidamente. Ventos frios sacudiam a grama como pequenos tambores.

Um Rato cinzento e arrumado encontrou Thumbelina tremendo debaixo de uma folha. “Oh, que criança pequena em um campo tão frio”, disse o Rato. “Venha para minha toca. Ajude-me a fiar, e você compartilhará minhas migalhas.”

A toca do Rato brilhava com lanternas de sementes e terra quente. Thumbelina trabalhava gentilmente — consertando sementes, tecendo fios. Mas o Rato sussurrava frequentemente sobre um vizinho, a Toupeira.

Uma noite, a Toupeira entrou pesadamente na toca. “Esta criança é quieta e educada”, disse a Toupeira orgulhosamente. “Uma esposa perfeita para uma toupeira que vive em túneis profundos.”

As mãos de Thumbelina apertaram o fio. “Eu… sou grata”, pensou ela, “mas preciso de luz do sol e ar fresco.” Ainda assim, ela não ousou falar na frente da Toupeira.

No dia seguinte, a Toupeira levou o Rato e Thumbelina para seus túneis. A luz da lamparina tremeluzia nas raízes como cordas emaranhadas. Em uma passagem jazia uma Andorinha imóvel, fria e sem vida.

“Oh, o pássaro bobo congelou”, disse a Toupeira. “Que bom. Pássaros não cavam.” Mas Thumbelina ajoelhou-se ao lado da Andorinha e colocou a mão em suas penas. “Ele não se foi”, sussurrou Thumbelina. “Ele só precisa de calor.”

Enquanto a Toupeira seguia em frente, Thumbelina cobriu a Andorinha com musgo. Noite após noite, Thumbelina a visitava, trazendo migalhas e cantando suavemente. Lentamente, os olhos da Andorinha se abriram. “Pequena amiga”, ele murmurou, “você me salvou.”

A primavera alcançou até mesmo os túneis escuros. A Andorinha esticou suas asas curadas. “Se você precisar de mim”, disse a Andorinha, “chame, e eu virei.”

Logo o Rato anunciou: “Tudo está pronto! Você se casará com a Toupeira.” Um vestido de folhas foi costurado. As tochas do casamento foram acesas. O coração de Thumbelina doía — “Não posso viver para sempre sem o sol.”

Enquanto Thumbelina caminhava em direção à entrada do túnel, uma brisa quente roçou sua bochecha. Um familiar bater de asas encheu o ar — a Andorinha havia retornado. “Pequena amiga, suba nas minhas costas”, chamou a Andorinha. “Vamos voar para a luz.”

Thumbelina subiu nas penas macias da Andorinha. A Andorinha subiu pelo túnel. Abaixo deles, a terra escura desapareceu.

Eles voaram sobre campos despertando na primavera, sobre flores se abrindo como rostos brilhantes. O ar cheirava a mel e grama quente. Thumbelina riu pela primeira vez em muitos meses.

Em uma flor branca e brilhante, a Andorinha a colocou. Dentro viviam seres das flores, minúsculos e brilhantes, com suas próprias asas. Eles a saudaram com canções, e o príncipe das flores deu a ela um par de asas de libélula. “Agora você tem um lar”, ele disse, “e um céu azul sem fim.”